Palco de Ideias

Sobre a ideia, Platão já dizia: a ideia da coisa é uma projeção do saber: ao verem a coisa, os olhos, emitindo raios de luz, projetam a imagem dessa mesma coisa, que existe em nós como princípio universal. Para Aristóteles, as coisas emitem cópias de si próprias, através da luz, cópias assimiladas pelos sentidos e interpretadas pelo saber inato ou adquirido. Para este blog, ideia é qualquer coisa interessante o suficiente para merecer algumas linhas…

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Tudo pode dar certo! … Ou é tudo questão de sorte?

“Todo mundo está feliz em falar, cheios de desinformação. Moralidade, ciência, religião, política, esportes, amor. Sua carreira, seus filhos, saúde, Cristo. Se tiver que comer nove porções de frutas e legumes por dia pra viver, eu não quero viver. Odeio essas malditas frutas e legumes. E o seu ômega-3 e a esteira e o eletrocardiograma e a mamografia e a ultrassonografia pélvica e, Ai meu Deus, o exame de reto! E com tudo isso, virá o dia que te colocarão em uma caixa e deixarão para a próxima geração de idiotas que também irão contar tudo sobre a vida e definir o que é apropriado pra eles. (…) Qualquer amor que puder obter e dar, qualquer que seja a felicidade que puder furtar ou fornecer, cada medida temporária de graça, tudo funciona. Ninguém se engane, de forma alguma tudo depende da própria ingenuidade humana. A maior parte da nossa existência é sorte, mais do que você gostaria de admitir. Sabe quais as chances de um dos bilhões de espermatozóide de seu pai encontrar um único óvulo que te fez? Não pense sobre isso, ou vai ter um ataque de pânico”. (Whatever works, Woody Allen).

“Seria muita pretensão da parte de Bill Gates, Bill Joy, Robert Oppenheimer ou de qualquer outro outlier baixar o olhar de sua posição elevada e dizer com sinceridade: ‘Fiz tudo isso sozinho’. Eles são produtos da história, das oportunidades e dos legados. Seu sucesso não é excepcional, nem misterioso. Baseia-se numa rede de vantagens e heranças, algumas merecidas, outras não; algumas conquistadas, outras obtidas por pura sorte”. (Outliers, Malcolm Gladewll).

Sorte pelo espermatozóide ter fecundado o óvulo “na minha vez”? Sorte por ser filha da minha mãe e viver com as pessoas com as quais convivi? Sorte por estudar na escola que estudei? Sorte por escolher a faculdade que cursei? Sorte por viver na cidade para a qual me mudei? Sorte por ter ido me apresentar ao escritório para o qual trabalho até hoje? Sorte por estar no lugar certo, na hora certa, com as pessoas certas?

Será mesmo que tudo é uma questão de sorte e azar? Será que só os sortudos é que terão chance de encontrar um grande amor? De ter filhos educados, saudáveis e carinhosos? De ter amigos pelo resto da vida? De ter a família por perto até os bisnetos? De ser próspero na profissão e na vida pessoal, ao mesmo tempo? De estar com todas as pessoas que têm vontade de conversar? De fazer tudo o que desejam fazer? De conhecer todos os lugares pelos quais gostariam de passar? De morrer dormindo, sem dor ou sofrimento?

Sorte… azar.. Mesmo que, de certa forma, eu concorde com essa ‘filosofia’, isso me soa como um julgamento, uma condenação aos que terão azar e um prêmios aos sortudos. Em qual eu me encaixo? Eu decido? Ou o universo decide? Quem decide pela minha sorte? Bem, eu decido que eu mesma sou a responsável pela minha sorte e pelo meu azar. O que posso chamar também de boas escolhas e más escolhas. Tudo é questão de sorte… e toda escolha muda o meu caminho… e o meu caminho me leva ao meu destino. E o meu destino é resultado das minhas escolhas!

Pelo menos é assim que prefiro pensar..

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