Palco de Ideias

Sobre a ideia, Platão já dizia: a ideia da coisa é uma projeção do saber: ao verem a coisa, os olhos, emitindo raios de luz, projetam a imagem dessa mesma coisa, que existe em nós como princípio universal. Para Aristóteles, as coisas emitem cópias de si próprias, através da luz, cópias assimiladas pelos sentidos e interpretadas pelo saber inato ou adquirido. Para este blog, ideia é qualquer coisa interessante o suficiente para merecer algumas linhas…

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Para acalmar os corações inquietos

Durante uma reunião na primeira hora de trabalho de uma longa segunda-feira, o debate foi interrompido por uma ligação no celular do meu chefe. Após um alguns minutos daquele incômodo silêncio – em que todos tentam se distrair pra não prestar atenção na conversa ou, pelo menos, tentam parecer fazer isso -, ouvimos o relato:

- Vejam só que tristeza, o filho de um amigo se suicidou esta manhã.

Como? Com uma corda de violão. A causa? A namorada.  A idade? 21 anos. Isso não saiu da minha cabeça o resto do dia. É claro que o garoto não “morreu de amor” e é óbvio que a tristeza já havia criado raiz naquele coração há muito e muito tempo.

Certa vez li que a depressão foi a doença do século, mas não me lembro bem de qual. E então pensei em como ainda existe um enorme tabu em nossa sociedade (tão evoluída, não é mesmo?!) sobre as doenças da alma.

Será possível imaginar o tamanho da angústia que uma pessoa sente antes de chegar a esse ato de desespero? Quanto vazio?

E como não é possível acalmar todas as mentes e os corações aflitos, lembrei desse texto abaixo. Não serve apenas pros que estão à beira de cometer alguma besteira, mas nos faz lembrar a importância de diminuir a velocidade, de olhar ao redor, de olhar pra dentro.

Leia e desconsidere a religião, pense no seu Deus (seja ele o que for pra você), absorva essa mensagem tão bonita e espalhe, compartilhe.

Quando você se observar à beira do desânimo, acelere o passo pra frente, proibindo-se parar.

Ore, pedindo a Deus mais luz pra vencer as sombras.

Faça algo de bom, além do cansaço em que se veja.

Leia uma página edificante que lhe auxilie o raciocínio na mudança construtiva de ideias.

Tente contato de pessoas cuja conversação lhe melhore o clima espiritual.

Procure um ambiente no qual lhe seja possível ouvir palavras e instruções que lhe enobreçam os pensamentos.

Preste um favor, especialmente aquele favor que você esteja adiando.

Visite um enfermo, buscando reconforto naqueles que atravessam dificuldades maiores que as suas.

Atenda às tarefas imediatas que esperam por você e que lhe impeçam qualquer demora nas nuvens do desalento.

Guarde a convicção de que todos estamos caminhando para adiante, através de problemas e lutas, na aquisição de experiência. E que a vida concorda com as pausas de refazimento das nossas forças, mas não se acomoda com a inércia em momento algum.

(Francisco Cândido Xavier, ‘Busca e Acharás’)


Hoje também, um pouco mais tarde e não por acaso (não acredito em coincidências), li um texto que dizia:

A vida gosta de quem gosta dela.

Essa frase tão curta e tão simples é um mantra que devemos repetir o tempo inteiro, pra não deixar que as dificuldades, a pressa e as amarguras que fazem parte do nosso caminho contaminem nossa felicidade por estarmos aqui: vivos!

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