Palco de Ideias

Sobre a ideia, Platão já dizia: a ideia da coisa é uma projeção do saber: ao verem a coisa, os olhos, emitindo raios de luz, projetam a imagem dessa mesma coisa, que existe em nós como princípio universal. Para Aristóteles, as coisas emitem cópias de si próprias, através da luz, cópias assimiladas pelos sentidos e interpretadas pelo saber inato ou adquirido. Para este blog, ideia é qualquer coisa interessante o suficiente para merecer algumas linhas…

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Led’s Tattoo – nem perca seu tempo!

No último fim de semana, um feriado, aproveitei a falta de trânsito, de pressa, de compromissos e fui ao melhor estúdio de tatuagem de São Paulo – Led’s Tattoo – conversar sobre algumas ideias que quero rabiscar pelo corpo. Já na chegada, o título de “melhor estúdio de tatuagem” começa a desmoronar… Um garoto faz um interrogatório sobre o que se quer fazer, onde, que cor, que tamanho e coloca uma série de restrições com o ‘cuidado’ de dar esclarecimentos do tipo: “já adianto que essa frase que você quer o tatuador não vai fazer”. Cuidado necessário, afinal, antes de mais nada o momento de fazer uma tatuagem é sempre algo especial pra quem gosta de se desenhar…

“Ok”, pensei. “Ao conversar com o tatuador ele provavelmente vai me dar opções e sugestões de como adaptar a frase para um modelo que eu possa faze-la”. O garoto imprimiu alguns modelos de fontes, me levou ao andar de cima e pediu pra esperar enquanto ele chamava o tatuador pra conversar comigo.

Enquanto isso, aproveitei pra olhar alguns modelos de desenhos e, sinceramente, nada de encatador. Desenhos óbvios, como flores, tribais, tubarões.. Nem as cores pareciam se destacar. Existe um estúdio em São Paulo, de uma tatuadora sul-mato-grossense, chamado Analogic Love (antigo True Love), que, esse sim, parece trabalhar com tintas especiais e pra quem gosta de tatuagem com cores, não há lugar melhor! Mas, tudo bem, isso é questão de gosto e estilo…

Voltando à tragédia do Led’s: depois de alguns minutos de espera pelo tatuador, o garoto voltou sozinho, com minhas opções ainda nas mãos e me informou que “o tatuador não ia desenhar aquela frase no meu tornozelo; que se eu quisesse seria na costela; e que, pra isso, eu teria que aumentar a frase; e, mais, caso eu ainda assim quisesse fazer o desenho, a hora custa x reais e eu deveria marcar horário na recepção”. Simples assim!

“Eu teria que aumentar a frase”? Como é que eu vou pedir pro Raul Seixas reescrever o verso se nem o Chico Xavier está mais aqui pra me ajudar com isso? O problema não foi o desenho ser inviável pro local que eu gostaria, mas o tatuador sequer se deu ao trabalho de me atender, de me esclarecer, de me sugerir saídas… Fiquei chocada com a falta de profissionalismo do estúdio, com a falta de respeito por quem o procura por ser “o melhor estúdio de tatuagem do Brasil”. Sem contar que a hora custa algumas centenas de reais, portanto, não se trata de favor, nem de voluntariado. Pode até ser que os tatuadores tenham talento, mas eles precisam com urgência de aulas de etiqueta no atendimento ao cliente, noções básicas de marketing, de comunicação e de promoção da marca.

O estúdio tem sua fama hoje, mas qualquer leigo sabe que o trabalho de manutenção/consolidação de uma marca é fundamental pra mantê-la no topo. Caso contrário, vira uma queda livre! Reputação é o alicerce de qualquer logotipo! E essa construção e consolidação da marca é uma trajetória, um muro em que cada ação/situação, cada fato é um tijolo. Cada vez que a empresa erra, um tijolo cai do muro. Se começarem a cair mais tijolos do que os que estão sendo colocados no muro, é uma questão de tempo até que se tenha uma crise de imagem.

E, encerro o desabafo, com uma dica: nem perca seu tempo procurando esse estúdio de grife pra fazer sua tatuagem. Existem muitos profissionais talentosos por aí. No final das contas, o melhor e mais garantido é a boa e velha propaganda boca-a-boca. Pegue referências com amigos e conhecidos que, certamente, você terá boas opções pra consultar.

E de repente, o Neymar aciona a sirene e o sinal vermelho começa a piscar

Depois dessa atitude lamentável do menino, ainda pior foi a decisão da Diretoria Santista em demitir o técnico do time por não escalar o seu maior craque, ainda como forma de represália à tão polêmica atitude. Neymar é um moleque! E deve ser tratado como tal: ficar de castigo, levar broncas, ser chamado atenção, ser obrigado à pedir desculpas publicamente até aprender a se comportar como um homem.

É claro que não deveria ser a direção do Santos, muito menos o técnico de futebol, os responsáveis pela educação/formação dos seus jogadores. No entanto, o mínimo que se deve cobrar desses craques é o respeito, a disciplina, a honra aos seus compromissos e o zelo à equipe.

No fim das contas, num tempo em que os jogadores chegam aos grandes times e se tornam milionários em questão de meses – e ainda adolescentes -, resta sim ao clube ensinar-lhes o que antes era aprendido em casa: hierarquia, humildade, responsabilidade e, mais uma vez, respeito!

Quem é que impõe limites a um menino de 18 anos que ganha milhares de reais de salário, desrespeita quem estiver contrariando a sua vontade e ainda recebe o aval da direção do seu clube?

É por isso que, infelizmente, cada vez mais e cada vez mais cedo, os jogadores estão saindo do campo e indo direto pra cadeia! É a sensação de impunidade que muito dinheiro no bolso e pouca coisa na cabeça causam…

E no país do futebol, isso preocupa! Só resta torcer agora pra que surjam bons exemplos pros meninos que vêem seus ídolos em campo e sonham um dia ser como eles… Se esses pequenos resolverem mesmo seguir os passos de craques como Bruno/Flamengo e Neymar/Santos, aí o governo terá de repensar e recalcular os recursos destinados a tratar de uma população doente de educação: seja na escola, seja nos centros de detenção!

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